A asma é uma doença inflamatória pulmonar que causa estreitamento dos brônquios, ocluindo as vias aéreas e causando falta de ar e fraqueza nos indivíduos acometidos pela doença. Sua incidência ainda é alta e os riscos fatais são pertinentes, principalmente em crianças.

O paciente asmático deve monitorar adequadamente seus sintomas e evitar os fatores desencadeadores, que incluem também as alterações emocionais.  Por isso, o acompanhamento deve ser feito com uma equipe multidisciplinar, tendo o farmacêutico como um dos membros.

O papel do farmacêutico clínico no controle da asma é imprescindível, principalmente na orientação sobre a forma correta de utilização dos medicamentos e nas recomendações não farmacológicas.

Quer saber como uma farmacêutico pode acompanhar um paciente com asma na farmácia comunitária? Então, fique por dentro das nossas orientações!

Saiba orientar sobre essa doença crônica

A orientação ao paciente asmático envolve a explicação dos sintomas característicos da doença, tais como dispneia, tosse persistente, sibilância (chiado no peito), e desconforto torácico, principalmente à noite ou nas primeiras horas da manhã.

Nesse sentido, é preciso sensibilizá-lo sobre a cronicidade da doença e dos fatores desencadeadores como fumaças, odores fortes, exercícios aeróbicos intensos, assim como ácaros e fungos que contribuem para o aparecimento das crises.

Também é importante conscientizar o paciente que mesmo apresentando a doença, é possível obter uma qualidade de vida próxima da normalidade, excetuando nos casos mais exacerbados onde a monitorização deve ser mais frequente.

Mostre o uso correto dos medicamentos

Como se trata de uma doença pulmonar, a estratégia de tratamento perpassa pela utilização de medicamentos broncodilatadores na forma de xarope ou aerossóis.  As recomendações para os xaropes são simples se comparadas aos produtos em forma de spray.

Os aerossóis contendo broncodilatadores são administrados com a ajuda de espaçadores, que determinam a quantidade a ser inspirada e evitam acúmulo de medicamento na boca e garganta.

As recomendações farmacêuticas para esses casos precisam ser direcionadas ao manejo adequado, considerando pelo menos 10 segundos acoplado à boca para que ocorra a aspiração da dosagem determinada.

Conscientize sobre as emergências clínicas

Para o paciente asmático, os sintomas podem piorar de forma abrupta e necessitar de cuidados emergenciais com suporte ventilatório e uso de medicações endovenosas broncodilatadoras.

As metas para o manejo da asma incluem o controle atual dos sintomas e o uso da medicação de resgate. Também objetiva-se reduzir a instabilidade respiratória, exacerbação da falta de ar e prevenção de efeitos cardiovasculares decorrentes dos medicamentos.

As exacerbações ocorrem em pacientes com a forma mais grave da doença, que pode propiciar a perda da função pulmonar e consequentemente piorar o controle dos sintomas em longo prazo.

Os pacientes que apresentam diagnóstico de asma precisam compreender a cronicidade e complexidade da doença, bem como identificar os fatores desencadeantes para o aparecimento de uma crise.

Os protocolos clínicos vigentes preconizam a avaliação da gravidade da doença, e com base nessa classificação, elaboram as principais estratégias medicamentosas e comportamentais que precisam ser implementadas.

Ressalta-se aqui a participação efetiva do farmacêutico no manejo adequado dos sintomas, uso correto das medicações e avaliação dos parâmetros de efetividade e segurança dos produtos utilizados. Esse profissional, juntamente com os demais, poderá ajudar o paciente a conviver harmoniosamente com a doença e garantir qualidade de vida ao doente.

O controle da asma exige do paciente disciplina, organização, eliminação dos fatores desencadeadores e relação harmoniosa com os profissionais cuidadores. Nesse sentido, destaca-se a atuação do farmacêutico que poderá implantar a atenção farmacêutica (cuidados farmacêuticos) visando a otimização da farmacoterapia para a asma.

E você, já acompanhou um paciente com asma em sua farmácia comunitária? Quais foram as orientações específicas para o caso clínico em questão?

Comissão de Farmácia Comunitária do CRF-RN

Fonte: blogdofarmaceutico.com.br