O Conselho Federal de Farmácia (CFF) recebeu na tarde desta quarta-feira, dia 26 de fevereiro, o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto Luiz d´Avila, e o primeiro vice-presidente da entidade, Carlos Vital Corrêa Lima. Na reunião com o presidente do CFF, Walter Jorge João, estiveram em pauta assuntos de interesse comum às duas categorias.

“O encontro marca o início de um processo de aproximação entre as duas entidades em favor de dois objetivos principais: a valorização dos profissionais inscritos em cada um dos conselhos e a saúde da população”, comenta o presidente do CFF. Walter Jorge João participará, a convite de Roberto Luiz d’Ávila, da próxima reunião plenária do CFM, a ser realizada no final de março. Em retribuição ao convite, o presidente do CFM foi convidado a também participar da plenária do CFF, no mesmo mês.

Um dos temas tratados na reunião foi o acordo firmado pelo CFM e a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), visando diminuir a influência de brindes e viagens, na conduta clínica dos profissionais de saúde. O CFM chegou a defender a proibição total de que as empresas pagassem viagens para os médicos, mas no final, se alinhou com a tendência mundial, de não proibir totalmente, mas buscar limites claros e critérios de transparência para a prática.

A assinatura de um acordo semelhante foi proposta pela Interfarma para a classe farmacêutica e a proposta dos médicos, acatada pelo presidente do CFF, é que o documento siga a mesma linha. “A proposta será levada para apreciação do Plenário. Mas é importante preservar o exercício ético da profissão e evitar qualquer tipo de influência na conduta dos profissionais”, comenta Walter Jorge João.

Outro assunto discutido pelos presidentes das duas entidades foi a intenção, já manifestada pelo governo federal em várias oportunidades, de criação de uma agência reguladora das profissões da área de saúde para ordenamento da atuação dos profissionais no âmbito do SUS. “O CFF pactua da opinião do CFM, de que a criação dessa agência iria ferir a autonomia dos conselhos profissionais da saúde e, por isso, deve ser combatida”, declara o presidente do CFF.

O último ponto de pauta foi a instituição de um pacto, entre os dois conselhos, de discussão prévia de questões referentes às duas profissões com o objetivo de evitar a eventual judicialização. A proposta, esboçada na reunião, é a de que, havendo divergências quanto aos assuntos que afetam as duas categorias profissionais, que os Conselhos discutam sobre o assunto, evitando o embate judicial. Outras questões, já judicializadas, podem ser revistas.

Para o presidente do CFF, o encontro foi pertinente e produtivo. “Estamos em busca de objetivos comuns, cada qual na sua área de atuação. Essa aproximação reflete a maturidade dos dois Conselhos e sua disposição para uma atuação ética, que priorize de fato a qualidade da assistência ao paciente. Espero que a busca por esse entendimento seja o primeiro passo para a concretização de uma parceria entre médicos e farmacêuticos em favor da saúde da população”, disse Jorge João.

Além do presidente Walter Jorge João, estiveram presentes à reunião com os representantes do CFM, os demais integrantes da diretoria do CFF, Valmir de Santi (vice-presidente), José Vílmore Silva Lopes Júnior (secretário-geral) e Samuel Meira (tesoureiro), os assessores da presidência do CFF, Josélia Frade e Tarcísio Palhano; e o assessor técnico, José Luiz Miranda Maldonado. 
 

Fonte: CFF    
Autor: Comunicação